Geração II

No começo de 2016, quando ingressei no mestrado, meu orientador propôs que eu estudasse o Pensamento Computacional. Porém, ele era um sujeito bem prático, preferindo partir de algum produto educacional, fazer sua validação, para depois encontrar os referenciais que subsidiem esses resultados. Pensando nos conceitos que havia acabado de conhecer, e no que tinha em mãos, fiz uma alteração na versão dos bloquinhos. Em vez de pedir que o jogador ficasse criando bloquinhos de obstáculos, até que achasse uma solução, o jogo iniciava criando um conjunto de bloquinhos de obstáculos em posições aleatórias, sem se preocupar se há ou não solução. O jogador então precisaria determinar se o desafio é resolvível ou não, o que significa uma mudança de paradigma interessante. Pois embora os jogos de labirintos não sejam nenhuma novidade, o fato deles poderem não ter solução, era novo. Ou seja, o verdadeiro desafio que requeria o Pensar Computacionalmente, não é resolver o desafio, e sim, compreender o algoritmo de movimento para determinar se de fato não há solução.

Geração II